Saint Seiya Omega: A vida que Seiya salvou! A lenda dos Cavaleiros renasce!

Como prometido, o review do primeiro episódio de Saint Seiya, a mais nova investida da Toei e do Kurumada-san para faturar um dinheirinho em cima de fãs dinossauros e pirralhos japoneses que gostam de acordar cedo num domingo. Na real, o impacto no Brasil e em países da Europa (como a França) que Saint Seiya Omega está causando e causará cada vez mais é maior que o do Japão. Tanto é que a Toei levou a sério a publicação da série no Brasil, com direito à pré-estréia para um público seleto e perspectiva de uma exibição completa em breve. Não é de se estranhar, graças ao grande marco que Cavaleiros do Zodíaco foi, definindo toda uma geração de fãs e influenciando na febre que foi (é… não é mais tanto) a exibição de desenhos japoneses no Brasil. Eu, particularmente, não peguei muito a fase manchete, tenho poucas lembranças dessa época. Sou da geração Dragon Ball e Pokémon, mas curti muito Yu Yu Hakusho no Cartoon Network e Cavaleiros na Band (bons tempos…). Pode não ter o mesmo impacto das exibições da Rede Manchete, mas posso dizer que sou tanto fã (arrisco dizer até mais) de Yu Yu e Cavaleiros quanto aos pré-históricos que assistiram na manchete.

Saint Seiya Omega foi anunciado pela Toei como um reboot para a franquia. Pensava-se que o péssimo Next Dimension seria adaptado para anime. No entanto, os fãs foram surpreendidos, primeiro pelo cancelamento do ótimo Lost Canvas (POR QUE???) e, depois, pelo anúncio do Omega, que mostraria novos personagens, em um jeito meio Combo Rangers de ser, mas sem aquela comédia toda. Quando surgiram as primeiras imagens e o plot da série, os fãs torceram o nariz, com perspectivas dessa nova série ser um Pretty Cure Super Sentai com raras referências à série clássica. Bem, para realmente tirarmos algumas conclusões é preciso primeiro analisar a série. E a análise do primeiro episódio, aí está:

Detonado do 1º episódio de Saint Seiya Omega

O episódio começa com Saori junto com um bebê no Santuário. Como nós já sabemos, o Santuário não é o lugar mais seguro no universo de Cavaleiros… É claro que logo surge um daqueles vilões canastrões de anime dos anos 60, o nome dele: Marte. E o objetivo? É claro que ele quer a deusa Athena. Mas, então, quem surge para defender a SAOOOOORIIIIII??? É claro que é o Seiya… com a armadura de Sagitário!!!! (uhull, cavaleiro de ouro!) A cena de luta dos dois termina com Seiya aplicando um METEOROOO DE PÉGASUUUUUS vencendo o vilão, no entanto, Saori é ferida e fica com uma tatuagem cósmica no braço.É aí que começa a abertura, que na ocasião, encheu meus olhos de lágrimas. O narrador introduz o universo de Saint Seiya e a música de abertura nada mais é que um belíssimo remake da Pegasus Fantasy original, cantada pela Shoko Nakagawa (cantou a abertura de Gurren Lagann) junto da banda MAKE UP que fez a abertura original. Um belíssimo momento.

Pois bem, passa-se 13 anos e o bebê cresceu (que afirmação óbvia…). Ele é Kouga e treina com a orientação da “ótima” treinadora Shina (a orelha de alguém está doendo… piada velha!) para se tornar um cavaleiro defensor da deusa Athena. Ele vive numa ilha junto com a trintona Saori, que usa uma muleta por causa da ferida no braço, o mordomo doidão Tatsumi e a já comentada Shina. Só que ele não quer ser um cavaleiro, porque ele simplesmente não sabe nada dessa treta e, principalmente, não sabe quem é Athena (pelo amor de Deus, a mulher mora com ele…). Ou seja ele é um pirralhão. Aí temos toda aquela explicação de cosmos, átomos, big bang, feita pela Shina pra instruir o moleque, coisa que a gente já viu no primeiro episódio da série clássica. Mas valeu como referência. Kouga, apesar de não querer ser um cavaleiro, tem grande potencial (ah, jura?) e nutre um grande carinho por Saori. Depois de umas cenas chatas, que eu meio que dormi e nem lembro, do Kouga pensando numa montanha e sonhando com o Seiya, dito cujo que ele nem se lembra, Marte aparece para sequestrar a princesa Peach… digo Zelda…ah, droga, Saori. Aí o tonto do Kouga finalmente percebe que Saori é a deusa Athena. Todo mundo leva um malho do Marte, inclusive Shina que tem sua máscara quebrada (de novo, meu Deus, quantas vezes!?). Aí Kouga pega o amuleto que Saori deu antes para ele e ganha um overpower. Nada mais, nada menos que a Armadura de Pegasus. Aí ele faz toda aquela dança de Sailor Moon que o Seiya demorou 8 mil episódios pra fazer, e Kouga faz em 2 minutos. Aí ele parte pra cima de Marte, com a benção do Santo Seiya. Fim do episódio. No próximo, não percam a aparição especial de Souma…

Kouga com a Pegasus

 

 

 

 

 

 

Marte

 

 

Conclusões

Eu esperava bem menos de Saint Seiya Omega. Mas também não foi tão bom. Ficou mais num nem fede, nem cheira. A animação é muito boa, tenho que concordar, assim como a OST também é nostalgiante. O character design é satisfatório, mas as armaduras me pareceram muito coladas. A essência do desenho mostra a intenção dos produtores de fazerem felizes fãs antigos e conquistarem novos fãs. No geral, o anime é mais uma reunião de diálogos e construções de cenas ripados de kodomos e shounens genéricos. Isso é ruim? Não. Mas também não é bom. No fim, não empolga tanto. Se você for muito fã, acompanhe, mas não vá com aquele hype todo. No mais…

Nota: 6.5 e tá de bom tamanho.

Verdade do Dia: Kouga é filho do Seiya e da Saori. Tenho dito.

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